Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um
escorpião sendo arrastado pelas águas.
O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão.
Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio.
Foi então à margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou.
Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada.
Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.
"Mestre, deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se
afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o
salvara! Não merecia sua compaixão!"
O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:
"Ele agiu
conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha."
Esta parábola nos faz refletir a forma de melhor compreender e
aceitar as pessoas com que nos relacionamos.
Não podemos e nem temos o direito de mudar o outro, mas podemos melhorar nossas próprias reações e atitudes, sabendo que cada um dá o que tem e o que pode.
Devemos fazer a nossa parte com muito amor e respeito ao próximo. Cada qual conforme sua natureza, e não conforme a do outro.
Um dia você
vai lembrar
Dos meus beijos
E a saudade vai lhe fazer chorar
Quando o frio da solidão
Penetrar no seu corpo
Os meus abraços você vai implorar
Quando o vento penetrar
Em sua janela
E o meu perfume lhe tirar o sono
Você vai sentir o quanto é doído
Uma vida atirada no abandono
Chamará por
mim, mas se eu lhe ouvir
Não lhe atenderei
Pois tanto tempo por você eu chorei
E você negou me aliviar
Chorará
sozinha não terás minhas mãos
Pra enxugar o seu pranto
Pois matou em mim todos os encantos
Agora é sua vez de sofrer e chorar
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